
Em outubro de 2009, as exigências do diploma específico de jornalismo para conseguir o registro regular da profissão junto ao Ministério do Trabalho completariam 40 anos. Na última década, não houve assunto mais palpitante entre as redações e as escolas de Comunicação. As entidades classistas, como a Fenaj e os sindicatos, promoveram eventos, manifestações e lançaram a Campanha em Defesa do Diploma de Jornalismo.
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 17 de Junho, sobre a não obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercício da profissão no país fecha uma polêmica, mas abre espaço para outra: a discussão em torno da regulamentação, já que com fim da exigência do diploma, a forma que regulamentava a profissão foi agora anulada. Apesar disso, a grande parte da discussão entre jornalistas já formados, estudantes da área e aqueles que acreditam ou acreditavam que um dia poderiam exercer o papel de disseminador da informação, se baseia apenas na queda do diploma. Exemplo disto é a discussão em torno do piso salarial, muitos criticam como ficará este assunto já que o diploma não é mais relevante para exercer a profissão. Porém, de acordo com o site da Fenaj os contratados para trabalhar em uma redação serão remunerados conforme as convenções estabelecidas pelos sindicatos da categoria, já que a profissão não deixou de existir.
Já a polêmica levantada em relação ao quadro de funcionários com formação em jornalismo que compõem as empresas de comunicação, nada mudou, pois os profissionais que não são graduados na área sempre fizeram parte dos pequenos e dos grandes veículos de comunicação. Em função disto, provavelmente estes veículos continuarão exercendo tal estilo de contratação, ainda mais agora que não existe nenhuma lei que os impeça, entretanto essa prática não conflita com a contratação de jornalistas formados, pois as mesmas empresas reconhecem a necessidade da graduação em aspectos técnicos e cientifico. Aurélio Silva, professor do Centro Universitário UNA, acredita que as empresas não abriram suas portas para pessoas sem capacitação. ”Lidar com a informação não é algo simples como fazer uma omelete, como os ministros do Supremo afirmaram. A informação é algo delicado”.
Na Europa e Estados Unidos onde não existe a obrigatoriedade do diploma, são as empresas jornalísticas que preferem os profissionais formados em jornalismo na hora de contratar. Para Alessandra Duarte, jornalista formada há 16 anos pela PUC-Minas, a falta de preparação para o mercado não parte somente das faculdades, mas sim das próprias empresas. “Os profissionais não estão sendo reciclados pelas empresas”, ressalta.
Com a decisão do STF muitos questionamentos foram levantados, principalmente por estudantes recém formados que irão disputar a mesma vaga com pessoas sem essa formação. Mas a decisão da não obrigatoriedade do diploma para atuar na área, é muito diferente de "desvalidar o diploma", o que não aconteceu. O diploma de bacharel em Comunicação Social continua valendo, o portador do documento tem nível superior de escolaridade e, por isso, pode se especializar em qualquer área das Ciências Sociais aplicadas, em nível amplo, restrito, ou ainda no doutorado e até pós-doutorado (PhD). O campo de pesquisa é vasto, e rende boas oportunidades de mercado, no Brasil e no mundo.
Por Karen Mendonça, Tâmara de Paula e Patrícia Fernandes.
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 17 de Junho, sobre a não obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercício da profissão no país fecha uma polêmica, mas abre espaço para outra: a discussão em torno da regulamentação, já que com fim da exigência do diploma, a forma que regulamentava a profissão foi agora anulada. Apesar disso, a grande parte da discussão entre jornalistas já formados, estudantes da área e aqueles que acreditam ou acreditavam que um dia poderiam exercer o papel de disseminador da informação, se baseia apenas na queda do diploma. Exemplo disto é a discussão em torno do piso salarial, muitos criticam como ficará este assunto já que o diploma não é mais relevante para exercer a profissão. Porém, de acordo com o site da Fenaj os contratados para trabalhar em uma redação serão remunerados conforme as convenções estabelecidas pelos sindicatos da categoria, já que a profissão não deixou de existir.
Já a polêmica levantada em relação ao quadro de funcionários com formação em jornalismo que compõem as empresas de comunicação, nada mudou, pois os profissionais que não são graduados na área sempre fizeram parte dos pequenos e dos grandes veículos de comunicação. Em função disto, provavelmente estes veículos continuarão exercendo tal estilo de contratação, ainda mais agora que não existe nenhuma lei que os impeça, entretanto essa prática não conflita com a contratação de jornalistas formados, pois as mesmas empresas reconhecem a necessidade da graduação em aspectos técnicos e cientifico. Aurélio Silva, professor do Centro Universitário UNA, acredita que as empresas não abriram suas portas para pessoas sem capacitação. ”Lidar com a informação não é algo simples como fazer uma omelete, como os ministros do Supremo afirmaram. A informação é algo delicado”.
Na Europa e Estados Unidos onde não existe a obrigatoriedade do diploma, são as empresas jornalísticas que preferem os profissionais formados em jornalismo na hora de contratar. Para Alessandra Duarte, jornalista formada há 16 anos pela PUC-Minas, a falta de preparação para o mercado não parte somente das faculdades, mas sim das próprias empresas. “Os profissionais não estão sendo reciclados pelas empresas”, ressalta.
Com a decisão do STF muitos questionamentos foram levantados, principalmente por estudantes recém formados que irão disputar a mesma vaga com pessoas sem essa formação. Mas a decisão da não obrigatoriedade do diploma para atuar na área, é muito diferente de "desvalidar o diploma", o que não aconteceu. O diploma de bacharel em Comunicação Social continua valendo, o portador do documento tem nível superior de escolaridade e, por isso, pode se especializar em qualquer área das Ciências Sociais aplicadas, em nível amplo, restrito, ou ainda no doutorado e até pós-doutorado (PhD). O campo de pesquisa é vasto, e rende boas oportunidades de mercado, no Brasil e no mundo.
Por Karen Mendonça, Tâmara de Paula e Patrícia Fernandes.
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